{"id":4498,"date":"2024-11-28T09:40:49","date_gmt":"2024-11-28T12:40:49","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/?p=4498"},"modified":"2024-11-28T15:19:30","modified_gmt":"2024-11-28T18:19:30","slug":"objetos-significativos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/","title":{"rendered":"Objetos significativos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-justify\"><em>Por Liz Valente*<br><\/em><br>\u00c9 poss\u00edvel um objeto ser mais do que uma mera coisa? Que um objeto passe a ser um signo, um ente de valor subjetivo e conceitual? N\u00f3s acreditamos que sim, e temos um fil\u00f3sofo de peso para sustentar a no\u00e7\u00e3o de que os objetos podem ser significativos e pass\u00edveis de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O fil\u00f3sofo Martin Heidegger, conhecido especialmente por suas contribui\u00e7\u00f5es no campo da ontologia, proferiu a palestra intitulada &#8220;Construir, Habitar, Pensar&#8221; durante um simp\u00f3sio em Darmstadt, Alemanha, em 1951. O conte\u00fado da palestra foi amplamente divulgado e tornou-se um marco no pensamento filos\u00f3fico sobre arquitetura e habita\u00e7\u00e3o, destacando-se por sua abordagem fenomenol\u00f3gica e pelo questionamento profundo sobre a ess\u00eancia do ato de construir e habitar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Heidegger investiga os fundamentos da rela\u00e7\u00e3o entre o ser humano e o espa\u00e7o que ocupa, propondo que habitar \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o essencial do ser humano, enquanto construir deve ser compreendido como uma express\u00e3o desse habitar. Ele explora a etimologia das palavras relacionadas ao tema e argumenta que &#8220;habitar&#8221; implica um cuidado pelo mundo e pelos outros, indo al\u00e9m de simplesmente ocupar um espa\u00e7o f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A abordagem existencial de Heidegger parte da premissa de que o espa\u00e7o constru\u00eddo \u00e9, em certa medida, uma extens\u00e3o do ser. Para ele, mesmo em lugares que n\u00e3o s\u00e3o as moradas das pessoas, ainda assim elas habitam, na medida em que se apropriam desses espa\u00e7os e criam nichos de experi\u00eancias vividas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Heidegger utiliza a no\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos, que correspondem aos acontecimentos vividos pelos seres humanos no espa\u00e7o. O espa\u00e7o afeta as pessoas, que, por sua vez, deixam marcas (rastros) de sua presen\u00e7a por onde passam. Os fen\u00f4menos espaciais podem ser enaltecidos na medida em que evocam o que Heidegger chama de quadratura (o c\u00e9u, a terra, a mortalidade e a imortalidade), abrindo caminhos que, posteriormente, agrupam paredes e fechamentos. Essa abordagem filos\u00f3fica, centrada na experi\u00eancia sensorial do usu\u00e1rio, traz constantemente \u00e0 tona a quest\u00e3o da presen\u00e7a humana no mundo, o que o autor denomina Dasein.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">No pensamento heideggeriano, Dasein refere-se ao modo de ser espec\u00edfico do ser humano, aquele que \u00e9 capaz de questionar e refletir sobre sua pr\u00f3pria exist\u00eancia. A palavra pode ser traduzida literalmente como &#8220;ser-a\u00ed&#8221; ou &#8220;ser-no-mundo&#8221;, indicando a ideia de que o ser humano n\u00e3o existe de forma isolada, mas sempre em rela\u00e7\u00e3o com o mundo ao seu redor e com o contexto no qual est\u00e1 inserido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">A partir dessas reflex\u00f5es filos\u00f3ficas, o exerc\u00edcio proposto buscou traduzir a no\u00e7\u00e3o de habitar como um ato essencialmente humano, integrando as dimens\u00f5es sensoriais, temporais e simb\u00f3licas discutidas por Heidegger. Os estudantes foram desafiados a aplicar tais conceitos na cria\u00e7\u00e3o de lumin\u00e1rias que evocassem a experi\u00eancia de &#8220;ser-no-mundo&#8221;, n\u00e3o apenas como objetos funcionais, mas como elementos significativos que dialogassem com a exist\u00eancia humana no espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Como parte dessa aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, cada grupo foi convidado a refletir sobre os objetos cotidianos que comp\u00f5em a vida estudantil e a produzir uma lumin\u00e1ria que fosse segura e feita de materiais simples. As lumin\u00e1rias deveriam refletir a presen\u00e7a humana no mundo, resgatando a conex\u00e3o com os prim\u00f3rdios da civiliza\u00e7\u00e3o \u2013 quando o homem dominou o fogo e a luz para melhorar a qualidade de vida. Assim, as lumin\u00e1rias prop\u00f5em uma nova experi\u00eancia de &#8220;ser-no-mundo&#8221;, transformando as percep\u00e7\u00f5es do tempo ao &#8220;levar o dia para dentro da noite&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">O objetivo do trabalho foi destacar a presen\u00e7a humana no tempo e convidar as pessoas a se lembrarem de que o espa\u00e7o constru\u00eddo existe pelo homem e para o homem. As lumin\u00e1rias desenvolvidas trouxeram uma abordagem l\u00fadica e interativa, com estruturas autoportantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">Os resultados deste trabalho, desenvolvido na disciplina ARQ104- Composi\u00e7\u00e3o Formal na Arquitetura conduzida pela professora Liz Valente, podem ser conferidos nas fotos e textos a seguir, que mostram as lumin\u00e1rias desenvolvidas pelos estudantes acompanhadas de fragmentos dos textos elaborados para sua defesa. Todo trabalho arquitet\u00f4nico possui um discurso te\u00f3rico subjacente, uma motiva\u00e7\u00e3o intelectual que direciona a forma e confere significado a ela. Nota-se, nas lumin\u00e1rias, uma diversidade de significados que transcende o uso prim\u00e1rio de apoio lum\u00ednico, transformando-as em objetos significativos.<br><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"4502\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/luz-liz-3\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3.jpeg\" data-orig-size=\"1176,1264\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Luz Liz 3\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-279x300.jpeg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-953x1024.jpeg\" loading=\"lazy\" width=\"953\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-953x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4502\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-953x1024.jpeg 953w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-279x300.jpeg 279w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-768x825.jpeg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-300x322.jpeg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3-850x914.jpeg 850w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-3.jpeg 1176w\" sizes=\"(max-width: 953px) 100vw, 953px\" \/><figcaption> <p class=\"has-text-align-justify\">\u201cA luz que emana de cada uma das casinhas \u00e9 um convite ao calor e \u00e0 seguran\u00e7a do lar. \u00c9 nesse espa\u00e7o que nos sentimos livres para ser, viver e criar. Assim a luz se transforma em um s\u00edmbolo de vida e ref\u00fagio, representando o \u201chabitar\u201d como uma experi\u00eancia que vai al\u00e9m do f\u00edsico.\u201d &#8211; Texto de apresenta\u00e7\u00e3o da lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: Brenda Santos, Cissa Buzzinari, Jasmin Leandra, L\u00eada Peron, Sirlane Ferraz e Rodrigo Corr\u00eaa<\/p><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"4506\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/luz-liz\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz.jpeg\" data-orig-size=\"1200,1600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Luz Liz\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-225x300.jpeg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-768x1024.jpeg\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4506\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-300x400.jpeg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz-850x1133.jpeg 850w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-Liz.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption> <p class=\"has-text-align-justify\">\u201c<em>Para Heidegger, habitar \u00e9 uma maneira de integrar-se ao ambiente, estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o de pertencimento. Nesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel ilustrar essa ideia com um simples exemplo: um ninho de passarinho.<\/em>\u201d &#8211; Texto de apresenta\u00e7\u00e3o da lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: Isabele Freitas, Kelly Barbosa, Maria Eduarda Fernandes, Ana Luiza Cardoso e Cinthya Lopes<\/p><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"4505\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/n\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n.jpg\" data-orig-size=\"578,824\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"n\" data-image-description=\"&lt;p&gt;&lt;!-- wp:paragraph {&quot;align&quot;:&quot;justify&quot;} --&gt;&lt;\/p&gt;\n&lt;p class=&quot;has-text-align-justify&quot;&gt;\u201cCom base nas ideologias de Heidegger, que investigou a ess\u00eancia por tr\u00e1s das coisas, a ideia principal foi utilizarmos objetos cotidianos e buscarmos novos sentidos para eles.\u201d&lt;\/p&gt;\n&lt;p&gt;&lt;!-- \/wp:paragraph --&gt;&lt;\/p&gt;\n&lt;p&gt;&lt;!-- wp:paragraph {&quot;align&quot;:&quot;justify&quot;} --&gt;&lt;\/p&gt;\n&lt;p class=&quot;has-text-align-justify&quot;&gt;(Texto de apresenta\u00e7\u00e3o da lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: Ang\u00e9lica Vitor, Jaqueline Cabral, J\u00falia Singulano e Miri\u00e3 Marques)&lt;\/p&gt;\n\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n-210x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"578\" height=\"824\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4505\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n.jpg 578w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n-210x300.jpg 210w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/n-300x428.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 578px) 100vw, 578px\" \/><figcaption> <p class=\"has-text-align-justify\">\u201cCom base nas ideologias de Heidegger, que investigou a ess\u00eancia por tr\u00e1s das coisas, a ideia principal foi utilizarmos objetos cotidianos e buscarmos novos sentidos para eles.\u201d &#8211; Texto de apresenta\u00e7\u00e3o da lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: Ang\u00e9lica Vitor, jaqueline Cabral, J\u00falia Singulano e Miri\u00e3 Marques<\/p><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"4508\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/whatsapp-image-2024-11-28-at-14-29-21\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21.jpeg\" data-orig-size=\"1200,1600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"WhatsApp Image 2024-11-28 at 14.29.21\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-225x300.jpeg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-768x1024.jpeg\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4508\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-300x400.jpeg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21-850x1133.jpeg 850w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/WhatsApp-Image-2024-11-28-at-14.29.21.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption><p class=\"has-text-align-justify\">\u201cA lumin\u00e1ria, em formato de nuvem, simboliza a chuva e carrega um conceito inspirado na reflex\u00e3o de Heidegger sobre o significado do habitar onde o autor descreve que habitar \u00e9 \u201cser levado \u00e0 paz de um abrigo\u201d. A nuvem evoca uma sensa\u00e7\u00e3o de paz e conforto, qualidades essenciais do habitar.\u201d &#8211; Texto de apresenta\u00e7\u00e3o da lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: J\u00falia Gon\u00e7alves, Larissa Mota, Laura Martins e Mariana Duarte<\/p><br><br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"4507\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2024\/11\/28\/objetos-significativos\/luz-liz-2-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-rotated.jpeg\" data-orig-size=\"1200,1600\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}\" data-image-title=\"Luz-LIz-2-2\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-225x300.jpeg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-768x1024.jpeg\" loading=\"lazy\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-768x1024.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4507\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-768x1024.jpeg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-225x300.jpeg 225w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-1152x1536.jpeg 1152w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-300x400.jpeg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-850x1133.jpeg 850w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Luz-LIz-2-2-rotated.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 768px) 100vw, 768px\" \/><figcaption> <p class=\"has-text-align-justify\">\u201cA \u2018Lua Submersa\u2019 \u00e9 uma lumin\u00e1ria cheia de hist\u00f3ria e significado. Cada detalhe carrega um pouco de n\u00f3s. (&#8230;) A madeira veio do aqu\u00e1rio de um dos integrantes, carrega as marcas do tempo e da \u00e1gua. A luz suave da c\u00fapula lembra o brilho da lua, assim a uni\u00e3o de todos os elementos cria uma sensa\u00e7\u00e3o de que a lua est\u00e1 emergindo das profundezas. (&#8230;) Essa rela\u00e7\u00e3o entre o terrestre e o celestial resgata a ideia de quadratura heideggeriana, em que o habitar \u00e9 compreendido pela harmonia entre terra, c\u00e9u, divindades e mortais.\u201d &#8211; Texto de apresenta\u00e7\u00e3o de lumin\u00e1ria desenvolvido pelos estudantes: Ana Clara Ferreira, Ana Cristina Capobiango, J\u00falia Barroso, Pedro Rodrigues, Samuel Oliveira e Yara Ramos<\/p><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-justify\">*<strong>Liz Valente <\/strong>\u2013 Arquiteta e Urbanista, professora no curso de Arquitetura e Urbanismo da Univi\u00e7osa. Ela tamb\u00e9m \u00e9 multiartista sendo autora de pe\u00e7as de teatro, cantora, compositora e poeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Refer\u00eancias:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>HEIDEGGER, Martin. &#8220;Construir, Habitar, Pensar.&#8221; Atas do Simp\u00f3sio sobre Constru\u00e7\u00e3o de Habita\u00e7\u00f5es Rurais, vol. 1, 1951, pp. 23-35.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Liz Valente*\u00c9 poss\u00edvel um objeto ser mais do que uma mera coisa? Que um objeto passe a ser um signo, um ente de valor subjetivo e conceitual? N\u00f3s acreditamos que sim, e temos um fil\u00f3sofo de peso para sustentar a no\u00e7\u00e3o de que os objetos podem ser significativos e pass\u00edveis de interpreta\u00e7\u00e3o. O fil\u00f3sofo&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4499,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[1],"tags":[103,50],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Valente.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbcCKk-1ay","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4498"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4498"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4511,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4498\/revisions\/4511"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}