{"id":1826,"date":"2021-05-18T18:45:41","date_gmt":"2021-05-18T21:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/?p=1826"},"modified":"2021-05-19T14:38:26","modified_gmt":"2021-05-19T17:38:26","slug":"dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/","title":{"rendered":"Dia da Luta Antimanicomial, uma data de resist\u00eancia pela liberdade!"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"1827\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/capa-blog-antimanicomial\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial.png\" data-orig-size=\"1024,576\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"CAPA BLOG antimanicomial\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial-300x169.png\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial.png\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1827\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial.png 1024w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial-300x169.png 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial-768x432.png 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial-850x478.png 850w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><em>Por: Bernardo Sollar Godoi<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>18 de maio <\/strong>\u00e9 conhecido como o<strong> Dia da Luta Antimanicomial<\/strong>, uma data que carrega consigo a marca da luta pela afirma\u00e7\u00e3o da vida das pessoas com <strong>sofrimento ps\u00edquico<\/strong>. Trata-se de um<strong> movimento social<\/strong> que busca dar <strong>visibilidade e reivindicar diretos <\/strong>para <strong>pessoas <\/strong>que tiveram suas <strong>hist\u00f3rias marcadas por estigmas, injusti\u00e7as e neglig\u00eancias<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem muito <strong>lutou <\/strong>para mudar esse cen\u00e1rio foi, dentre outros, o psiquiatra italiano <strong><em>Franco Basaglia<\/em><\/strong>. Ele percebeu que a <strong>humaniza\u00e7\u00e3o <\/strong>dos <strong>hospitais psiqui\u00e1tricos<\/strong> significava, na verdade, a pr\u00f3pria destrui\u00e7\u00e3o dessas institui\u00e7\u00f5es. Isso, por conta da presen\u00e7a frequente de<strong> viol\u00eancias praticadas nesses lugares<\/strong>, de forma impl\u00edcita ou expl\u00edcita. \u00danico caminho, ent\u00e3o, poss\u00edvel:<strong> liberdade e cr\u00edtica social.<\/strong> Esse foi o seu projeto de <strong>Psiquiatria Democr\u00e1tica<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A<strong> Reforma Psiqui\u00e1trica brasileira<\/strong>, muito influenciada pela proposta italiana, seguiu a mesma dire\u00e7\u00e3o, principalmente a partir de <strong>2001<\/strong>, com a <strong>Lei 10.216<\/strong>. Os dispositivos extra-hospitalares come\u00e7aram a ser implantados em <strong>territ\u00f3rio nacional <\/strong>nessa \u00e9poca, e os leitos dos hospitais psiqui\u00e1tricos <strong>fechavam gradativamente<\/strong>. Aqueles dispositivos se expandiram e promoveram, cada vez mais, a<strong> reinser\u00e7\u00e3o social de pessoas com um hist\u00f3rico profundo de exclus\u00e3o<\/strong>. Assim, do paradigma <strong>hospitaloc\u00eantrico<\/strong>, passa-se para um paradigma de rede de <strong>aten\u00e7\u00e3o psicossocial<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os ventos mudaram. <strong>Desde 2016<\/strong>, a <strong>Reforma Psiqui\u00e1trica<\/strong> sofre um <strong>desmantelamento gradual<\/strong> com as <strong>altera\u00e7\u00f5es <\/strong>nas <strong>pol\u00edticas federais<\/strong> de <strong>sa\u00fade mental<\/strong>. Infelizmente, n\u00e3o podemos dizer que tais posturas s\u00e3o sem precedentes. E, justamente por esse <strong>motivo<\/strong>, temos a consci\u00eancia da intencionalidade que abriga tais atitudes: <strong>segrega\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a<\/strong>. Cito aqui algumas a\u00e7\u00f5es do desmonte: <strong>aumento da centralidade do hospital psiqui\u00e1trico na aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental; desvincula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica sobre \u00e1lcool e outras drogas da pasta da Sa\u00fade e exclus\u00e3o da estrat\u00e9gia de Redu\u00e7\u00e3o de Danos; cadastramento de comunidades terap\u00eauticas para recebimento de financiamento da Uni\u00e3o etc.<\/strong>&nbsp; Essas e outras <strong>mudan\u00e7as<\/strong> mostram o car\u00e1ter <strong>segregador <\/strong>e <strong>proibicionista <\/strong>que a <strong>pol\u00edtica brasileira<\/strong> vem encaminhando assuntos de sa\u00fade. <\/p>\n\n\n\n<p>Os <strong>hospitais psiqui\u00e1tricos<\/strong> possuem um <strong>hist\u00f3rico de devasta\u00e7\u00e3o da subjetividade<\/strong> dos internos (para isso, sugiro assistir o document\u00e1rio&nbsp; \u201cHolocausto brasileiro\u201d ou livro hom\u00f4nimo, de Daniela Arbex), <a href=\"https:\/\/site.cfp.org.br\/contra-os-retrocessos-da-politica-nacional-de-saude-mental\/\">as pol\u00edticas proibicionistas se apresentam ineficazes<\/a> e as <strong>comunidades terap\u00eauticas<\/strong> s\u00e3o alvos de suspeita pelo <strong>Conselho Federal de Psicologia<\/strong>, por <a href=\"https:\/\/site.cfp.org.br\/inspecao-em-comunidades-terapeuticas-revela-violacoes-de-direitos-humanos\/\">pr\u00e1ticas, no m\u00ednimo, divergentes a uma aten\u00e7\u00e3o psicossocial adequada<\/a>. Para mais detalhes, recomendo a leitura do artigo \u201c<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/pdf\/tes\/v18n3\/0102-6909-tes-18-3-e00285117.pdf\">Retrocesso da reforma psiqui\u00e1trica:&nbsp; desmonte da pol\u00edtica nacional de sa\u00fade mental brasileira de 2016 a 2019<\/a>\u201d, de <em><strong>Nelson Cruz, Renata Gon\u00e7alves e Pedro Delgado<\/strong><\/em>, e o <a href=\"https:\/\/site.cfp.org.br\/cfp-na-luta-contra-desmontes-nas-politicas-de-saude-mental\/\">manifesto e memorial do Conselho Federal de Psicologia junto com a Asocia\u00e7\u00e3o Brasilera de Sa\u00fade Mental (Abrasme) acerca dos retrocessos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo isso em vista, a mobiliza\u00e7\u00e3o do <strong>Dia da Luta Antimanicomial <\/strong>se faz ainda mais necess\u00e1ria:<strong> trata-se de um ato pol\u00edtico<\/strong>, que instiga v\u00e1rios setores da sociedade, contra o desmanche de pol\u00edticas a favor do conv\u00edvio com a <strong>diferen\u00e7a<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, gostaria de expor aqui algumas contribui\u00e7\u00f5es de<strong> alunos do Curso de Psicologia<\/strong> para esse dia de resist\u00eancia pela liberdade. Apresento, ent\u00e3o, ao leitor alguns <strong>trabalhos desenvolvidos<\/strong> pelos estudantes que cursaram a disciplina de <strong>Sa\u00fade Mental <\/strong>comigo no segundo semestre do ano passado:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ser diferente \u00e9 um crime?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por:<\/em> <em>Amanda Pereira, Bruna Moreira, D\u00e9bora Brito, D\u00e9bora Pena e Talita Dias<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desde sempre a humanidade <strong>exclui e rejeita aquilo que n\u00e3o entende<\/strong>, ou o que \u00e9 diferente do padr\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Se voc\u00ea for crist\u00e3o deve saber que durante mais de 200 anos, o <strong>Imp\u00e9rio Romano <\/strong>perseguiu, prendeu e torturou os <strong>crist\u00e3os<\/strong>. Se voc\u00ea \u00e9 judeu ou conhece um pouco de hist\u00f3ria deve saber que esse povo foi perseguido desde a Antiguidade at\u00e9 recentemente pelo nazismo, onde durante a<strong> 2\u00b0 Guerra Mundial<\/strong> culminou o <strong>Holocausto<\/strong>, <strong>genoc\u00eddio de mais de 6 milh\u00f5es de pessoas<\/strong>. Poder\u00edamos citar v\u00e1rias religi\u00f5es e povos que foram perseguidos, presos e mortos durante a hist\u00f3ria da humanidade. Sempre aquilo que \u00e9 diferente do aceit\u00e1vel tem a tend\u00eancia de ser exclu\u00eddo, um grande exemplo s\u00e3o os \u201c<strong>loucos<\/strong>\u201d, estes que durante toda a hist\u00f3ria foram, de maneiras diferentes, separados das pessoas normais. Afinal, o que \u00e9 ser louco?<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a <strong>loucura pode ser entendida como uma doen\u00e7a<\/strong>, tendo sempre em vista um teor <strong>negativo<\/strong>. Mas nem sempre foi assim, ela j\u00e1 foi vista como o<strong> sin\u00f4nimo de liberdade durante o final da Idade M\u00e9dia<\/strong>, em que os loucos viviam em estado livre na sociedade e eram exaltadas antes de serem dominadas. Entretanto, a loucura como fen\u00f4meno \u00e9 relatada, inicialmente, na Antiguidade grega e romana, junto a outras tantas doen\u00e7as classificadas como pr\u00e1ticas <strong>mitol\u00f3gicas<\/strong>, manifesta\u00e7\u00f5es sobrenaturais motivadas por deuses e dem\u00f4nios. Nessa \u00e9poca, a loucura era identificada pela influ\u00eancia da<strong> ideologia religiosa<\/strong> e pela for\u00e7a dos<strong> preconceitos sagrados.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, independentemente de como definimos a loucura precisamos ter a <strong>certeza <\/strong>de que <strong>n\u00e3o podemos perseguir e torturar os \u201cloucos\u201d<\/strong>. Voc\u00ea pode dizer que nunca far\u00edamos isso, pode se assustar com a ideia de em pleno s\u00e9culo XXI existir a possibilidade do <strong>governo <\/strong>e as <strong>pessoas <\/strong>perseguirem algu\u00e9m como aconteceu em outros momentos, <strong>mas voc\u00ea sabia que isso foi realidade poucos anos atr\u00e1s?<\/strong> H\u00e1 menos de<strong> 50 anos<\/strong> ocorria no <strong>Brasil <\/strong>algo t\u00e3o desumano quanto as persegui\u00e7\u00f5es antigas e t\u00e3o monstruoso que foi chamado de \u201c<strong>Holocausto Brasileiro<\/strong>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os deserdados sociais chegavam a <strong>Barbacena <\/strong>vindos de todo os lugares do <strong>Brasil<\/strong>, eles lotavam os vag\u00f5es de carga do trem. <strong>Cerca de 70% n\u00e3o possu\u00edam diagn\u00f3stico de doen\u00e7a mental<\/strong>, eram pessoas <strong>epil\u00e9ticas<\/strong>, <strong>alco\u00f3latras<\/strong>, <strong>prostitutas <\/strong>ou simplesmente pessoas que se tornavam <strong>inc\u00f4moda <\/strong>para quem tinha mais <strong>poder<\/strong>. Nessa <strong>trag\u00e9dia<\/strong>, os pacientes internados \u00e0 for\u00e7a foram <strong>submetidos <\/strong>ao <strong>frio, \u00e0 fome e a doen\u00e7as<\/strong>. Foram <strong>torturados<\/strong>, <strong>violentados <\/strong>e <strong>mortos<\/strong>. Seus <strong>cad\u00e1veres <\/strong>foram vendidos para <strong>faculdades de medicina,<\/strong> e as <strong>ossadas comercializadas<\/strong>. N\u00e3o se pode negar que, de certa forma, acontecia o que hoje se chama de <strong>eutan\u00e1sia social ou mistan\u00e1sia,<\/strong> em que esses pacientes eram deixados para morrer ou estavam condicionados a uma <strong>morte miser\u00e1vel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O s<strong>istema manicomial <\/strong>era muito <strong>hierarquizado <\/strong>e os pacientes <strong>exclu\u00eddos <\/strong>da <strong>sociedade<\/strong>, onde sofriam diversas <strong>agress\u00f5es<\/strong>. O sil\u00eancio predominava o ambiente. O funcionamento r\u00edgido vindo de uma opress\u00e3o um tanto violenta, gerava corpos domesticados identificados com uma rotina restrita. Um local sem vida, sem movimento, expressado em <strong>tristezas <\/strong>e sem conhecimento. Poucas vezes, o que se podia ouvir eram apenas gritos de dor oriundos de <strong>eletrochoques<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos exemplos de perda de identidade e sanidade mental relatada em <strong>Barbacena <\/strong>\u00e9 o de um homem que se manteve calado por 21 anos dos <strong>34 em que ficou internado<\/strong>, ele era considerado mudo por todos, mas um dia ao soltar a voz em uma apresenta\u00e7\u00e3o da banda de m\u00fasica foi indagado por um funcion\u00e1rio do por que ele n\u00e3o disse que falava, e sua resposta foi simples &#8211; \u201c<strong>Uai, ningu\u00e9m nunca me perguntou<\/strong>\u201d. O relato estampa claramente o modo como os internos eram tratados com indiferen\u00e7a e n\u00e3o recebiam aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para se sentirem um pouco mais <strong>dignos <\/strong>e <strong>humanos<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A <strong>desinstitucionaliza\u00e7\u00e3o <\/strong>n\u00e3o \u00e9 apenas <strong>desospitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, nem apenas o <strong>fim do manic\u00f4mio<\/strong>, visto que o mesmo era apenas uma express\u00e3o material do pensamento social de uma \u00e9poca, de modo que a retirada desta institui\u00e7\u00e3o n\u00e3o ir\u00e1 alterar o modo de pensar nem o <strong>modo como as rela\u00e7\u00f5es se d\u00e3o<\/strong>, com base em <strong>submiss\u00e3o e viol\u00eancia<\/strong>. Existem novas formas de <strong>enfrentamento <\/strong>\u00e0s <strong>mudan\u00e7as <\/strong>ocorridas no <strong>mundo globalizado<\/strong> e pautado pelo <strong>neoliberalismo<\/strong>, mas a luta deve ser <strong>embasada <\/strong>nos princ\u00edpios do<strong> SUS e na defesa da Reforma Psiqui\u00e1trica Antimanicomial,<\/strong> onde os atores do processo (<strong>usu\u00e1rios, familiares, trabalhadores, entidades profissionais e sociedade civil, entre outros<\/strong>) possam exercer a conviv\u00eancia e a toler\u00e2ncia na luta por reconhecimento de solidariedade e de direitos. As entidades profissionais s\u00e3o agentes importantes na luta pela defesa do ide\u00e1rio da <strong>Reforma Psiqui\u00e1trica Antimanicomial,<\/strong> visando ao <strong>empoderamento <\/strong>dos trabalhadores de sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>As <strong>pol\u00edticas p\u00fablicas de sa\u00fade mental<\/strong> devem elaborar <strong>leis <\/strong>que <strong>contribuam <\/strong>para a <strong>melhoria <\/strong>no <strong>atendimento dos servi\u00e7os e benef\u00edcios para os usu\u00e1rios<\/strong>, transformando aquilo que \u00e9 individual em a\u00e7\u00f5es coletivas, garantindo assim seus direitos sociais. A pr\u00e1tica em<strong> sa\u00fade mental <\/strong>\u00e9 uma <strong>responsabilidade social<\/strong> e deve se relacionar ao desenvolvimento<strong> hist\u00f3rico da sociedade<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>sa\u00fade mental <\/strong>\u00e9 t\u00e3o importante quanto a<strong> sa\u00fade f\u00edsica<\/strong>, pois v\u00ea-se o homem em sua totalidade, <strong>biopsicossocial<\/strong>. O atendimento ao portador de<strong> sofrimento mental<\/strong> passa por v\u00e1rios processos de transforma\u00e7\u00e3o, da institucionaliza\u00e7\u00e3o para a implanta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o psicossocial. Mostrar que ainda <strong>h\u00e1 muito para mudar<\/strong>, mas precisamos ter em mente que \u00e9 preciso <strong>sempre evoluir e nunca esquecer o passado<\/strong> para que o mesmo erro n\u00e3o se repita, afinal ainda hoje h\u00e1 pessoas que defendem a volta dos <strong>manic\u00f4mios<\/strong>. Certamente sem imaginar a hist\u00f3ria e as condi\u00e7\u00f5es em que as pessoas sobreviviam l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de todos os <strong>avan\u00e7os <\/strong>atrav\u00e9s da<strong> luta antimanicomial<\/strong>, ainda h\u00e1 muito o que se fazer quando o assunto \u00e9 a <strong>sa\u00fade mental<\/strong>. Infelizmente, o <strong>tabu <\/strong>em rela\u00e7\u00e3o aos <strong>cuidados psiqui\u00e1tricos<\/strong> ainda <strong>existe <\/strong>e pode haver resist\u00eancia e estranhamento em rela\u00e7\u00e3o aos tratamentos necess\u00e1rios. Por isso, \u00e9<strong> muito importante que todos n\u00f3s sejamos semeadores de afeto atrav\u00e9s da boa informa\u00e7\u00e3o,<\/strong> elucidando conceitos e ajudando a quebrar os estigmas relacionados \u00e0 sa\u00fade mental. <strong>Cuidar de si tamb\u00e9m \u00e9 cuidar dos outros.<\/strong> Para esses males, \u00e9 preciso escuta sens\u00edvel dos sujeitos que sofrem, cuidado integral, servi\u00e7os abertos aos usu\u00e1rios, suas fam\u00edlias, \u00e0 comunidade e a seus problemas agudos e cr\u00f4nicos e, sobretudo, mudan\u00e7as estruturais em uma sociedade cada vez mais desigual e intolerante.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img data-attachment-id=\"1828\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/fesrwer\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fesrwer.png\" data-orig-size=\"1366,768\" 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https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fesrwer-300x169.png 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fesrwer-768x432.png 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fesrwer-850x478.png 850w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/fesrwer.png 1366w\" sizes=\"(max-width: 576px) 100vw, 576px\" \/><figcaption>Ilustra\u00e7\u00e3o por Mariana Barcelos<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Anima\u00e7\u00e3o de \u00c1dila Dorneles, Karla Carvalho e Ver\u00f4nica Pacheco sobre a hist\u00f3ria por tr\u00e1s da express\u00e3o \u201ctrem de doido\u201d: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/gz2ve0ovXf4\">https:\/\/youtu.be\/gz2ve0ovXf4<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<div class=\"jetpack-video-wrapper\"><iframe title=\"Trem de doido\" width=\"640\" height=\"360\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gz2ve0ovXf4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/div>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Seu Z\u00e9<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Por Karine Chaves Pereira<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Seu<a href=\"#_ftn1\">[1]<\/a> Z\u00e9 \u00e9 doido<\/p>\n\n\n\n<p>Vive pelas ruas<\/p>\n\n\n\n<p>Fala alto, mas ningu\u00e9m escuta<\/p>\n\n\n\n<p>Andarilho sem rumo, sem lugar<\/p>\n\n\n\n<p>Nem nas ruas pode estar<\/p>\n\n\n\n<p>Levado por livre e espont\u00e2nea press\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas m\u00e3os do povo, da lei e da opress\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O cativeiro \u00e9 o seu lugar<\/p>\n\n\n\n<p>Lugar de doido \u00e9 l\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>Chamado de manic\u00f4mio<\/p>\n\n\n\n<p>Mania, man\u00edaco, louco, sem tino<\/p>\n\n\n\n<p>Ningu\u00e9m o que visitar, sen\u00e3o a morte<\/p>\n\n\n\n<p>Ela \u00e9 o seu destino<\/p>\n\n\n\n<p>Rem\u00e9dio, choque el\u00e9trico, exclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo ch\u00e3o nu, sem banho, sem comida, sem direitos&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Direito de qu\u00ea?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 gente, n\u00e3o tem raz\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Mas quem \u00e9 seu Z\u00e9?<\/p>\n\n\n\n<p>O que seu Z\u00e9 quer?<\/p>\n\n\n\n<p>Seu Z\u00e9 \u00e9 humano, \u00e9 gente, pensa, sente, sonha&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Do jeito dele vive<\/p>\n\n\n\n<p>Quer ser feliz, que ser livre<\/p>\n\n\n\n<p>Quer amor, respeito, abrigo, compreens\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Quer amar, realizar, viver<\/p>\n\n\n\n<p>Quer ser ele, do jeito dele<\/p>\n\n\n\n<p>Conhecer o mundo&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem limites, sem barreiras<\/p>\n\n\n\n<p>Encontrar o seu lugar<a href=\"#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"1829\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/gdfrwer\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gdfrwer.png\" data-orig-size=\"987,768\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"gdfrwer\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gdfrwer-300x233.png\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/gdfrwer.png\" loading=\"lazy\" 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Ilustra\u00e7\u00e3o por Vinicius Pinto.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por fim, a fant\u00e1stica interven\u00e7\u00e3o de Ana Luisa Magalh\u00e3es, Elisa Cristina Lopes e Roberta Dornelas Miranda:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"1837\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2.jpg\" data-orig-size=\"759,767\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2-297x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"759\" height=\"767\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1837\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2.jpg 759w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2-297x300.jpg 297w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/467530e4-2146-437f-a413-56caad53f5f2-300x303.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 759px) 100vw, 759px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img data-attachment-id=\"1838\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2021\/05\/18\/dia-da-luta-antimanicomial-uma-data-de-resistencia-pela-liberdade\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9.jpg\" data-orig-size=\"759,767\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9-297x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"759\" height=\"767\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1838\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9.jpg 759w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9-297x300.jpg 297w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/b008c78c-db02-4c9f-a70b-aa45234610c9-300x303.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 759px) 100vw, 759px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 refletiu sobre quem s\u00e3o os(as) taxados(as) de \u201c<strong>loucos(as)<\/strong>\u201d na sociedade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Quando pensa em um \u201clouco(a)\u201d, qual <strong>imagem <\/strong>te vem \u00e0 mente?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">[Aquele sujeito com comportamento estranho? Talvez com dificuldades em entrosar com os demais ou aquele que \u00e9 alvo do riso e da piada dos outros? Que fala\/faz algumas coisas sem sentido? Perigoso, sem pudor ou meio bobo? Que chama aten\u00e7\u00e3o por ser diferente e provoca em voc\u00ea talvez estranhamento, medo, inc\u00f4modo, d\u00favida, curiosidade, vergonha, pena, repulsa, etc?]<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Qual o(a) louco(a) habita o seu imagin\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">E se a gente te contar que a loucura nem sempre foi vista assim?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Tantos cantos tem o mundo,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Tantas vozes, povos,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Geografias e tempos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Ah, o louco j\u00e1 foi (e \u00e9) muitas figuras!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">(talvez at\u00e9 mais do que os seus pr\u00f3prios pensamentos o levem a acreditar).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 foi s\u00e1bio, santo, pecador&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 foi inteligente, artista, transgressor&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 foi doente, indigente, sonhador&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 foi xam\u00e3, herege, desertor&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">E falamos tudo isso pra trazer a reflex\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">O modo como vemos o mundo tem a ver com <strong>quando<\/strong> e <strong>onde<\/strong> estamos,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Com as normas vigentes, os pactos sociais, os valores existentes, as hist\u00f3rias contadas, documentadas, perpetuadas&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">E pra n\u00e3o incorremos em uma postura ing\u00eanua,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Como se as coisas fossem mero produto do acaso,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Afirmamos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Nossas lentes de ver o mundo s\u00e3o forjadas, minha gente,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">De acordo com os interesses predominantes (e isso, claro, tem a ver com poder!)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">J\u00e1 pensou que desde sempre o que voc\u00ea v\u00ea e ouve vai sendo internalizado e gera os relevos que contornam as suas opini\u00f5es?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">O que <strong>pensamos<\/strong> e <strong>sentimos<\/strong> a respeito da <strong>loucura n\u00e3o \u00e9 neutro<\/strong>!<\/p>\n\n\n\n<p>E as ditas \u201csolu\u00e7\u00f5es\u201d para este fen\u00f4meno tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p>Se querem nos vender a ideia de que manic\u00f4mios s\u00e3o necess\u00e1rios, nos perguntemos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>S\u00e3o bons para quem? Para qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ousamos apostar que voc\u00ea estudou, na \u00e9poca da escola, as duas guerras mundiais, certo? <strong>Epis\u00f3dio violento<\/strong>, um triste marco na hist\u00f3ria da humanidade, no qual morreram milhares de indiv\u00edduos. Mas perguntamos, voc\u00ea tamb\u00e9m estudou a fundo a trag\u00e9dia registrada no livro e no document\u00e1rio \u201c<strong>Holocausto Brasileiro<\/strong>\u201d, que retrata a realidade do <strong>Hospital Col\u00f4nia, em Barbacena, MG? <\/strong>Fizeram excurs\u00e3o com a turma da escola para visitarem o Museu da Loucura, l\u00e1 situado?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">Fazemos a suposi\u00e7\u00e3o de que a maioria das respostas seja \u201cn\u00e3o\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">(e se for \u201csim\u201d, conta pra gente sua experi\u00eancia!?)<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que aconteceu, r e c e n t e m e n t e, um genoc\u00eddio em nosso pa\u00eds equiparado \u00e0s atrocidades nos campos de concentra\u00e7\u00e3o nazistas. Foram cerca de<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>80 anos e 60.000 mortes no Hospital Psiqui\u00e1trico de Barbacena!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Entre os <strong>internos <\/strong>estavam <strong>mulheres<\/strong> consideradas \u201c<strong>problem\u00e1ticas<\/strong>\u201d por contestarem as<strong> imposi\u00e7\u00f5es de pais e maridos<\/strong>, <strong>mulheres v\u00edtimas de estupro, homossexuais, mendigos, presos pol\u00edticos, alc\u00f3olatras, crian\u00e7as que davam muito trabalho para seus cuidadores, trabalhadores que n\u00e3o se \u201cajustaram\u201d \u00e0 explora\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho<\/strong>&#8230; enfim, aqueles que <strong>fugiam <\/strong>\u00e0 \u201c<strong>normalidade<\/strong>\u201d no sentido de norma-padr\u00e3o-modelo, considerando-se sobretudo os apelos econ\u00f4micos e morais. E, ao assistir os registros expostos no document\u00e1rio, \u00e9 poss\u00edvel perceber que a grande maioria das <strong>v\u00edtimas <\/strong>foram pessoas <strong>negras<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>O que isso nos diz?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Houve encarceramento e puni\u00e7\u00e3o (mascarada de tratamento) daqueles que amea\u00e7avam uma dita ordem social.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>Mas que ordem \u00e9 essa? E a quem ela beneficia?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No <strong>document\u00e1rio<\/strong>, algumas pessoas comuns \u2013 como a gente mesmo &#8211; <strong>trabalhadoras do hospital<\/strong>, se <strong>espantavam <\/strong>ao darem-se conta das <strong>atrocidades cometidas.<\/strong> Elas reproduziam ordens e acatavam o que as \u201cautoridades\u201d diziam ser adequado, muitas vezes sem pensar sobre suas parcelas de responsabilidade, mascarando as pr\u00f3prias contradi\u00e7\u00f5es e dilemas familiares que lhes eram pr\u00f3ximos, e sendo coniventes com uma solu\u00e7\u00e3o que exclui e aniquila a <strong>subjetividade <\/strong>daqueles que s\u00e3o apontados como o problema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">E quais os <strong>perigos<\/strong> de <strong>n\u00e3o falarmos<\/strong> sobre o que aconteceu, sobre este per\u00edodo sangrento de nossa hist\u00f3ria?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o nos <strong>responsabilizamos<\/strong>. N\u00e3o aprendemos com os <strong>erros<\/strong>. N\u00e3o respeitamos a <strong>dignidade <\/strong>das <strong>v\u00edtimas<\/strong>, nem mesmo por meio da mem\u00f3ria e do reconhecimento. Ficamos com a impress\u00e3o de que as estruturas sociais nos s\u00e3o dadas prontas e n\u00e3o nos <strong>conscientizamos <\/strong>de que s\u00e3o fruto de uma constru\u00e7\u00e3o, em meio a contextos sociais, culturais, econ\u00f4micos, pol\u00edticos, hist\u00f3ricos e geogr\u00e1ficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong>E pra que este text\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se trata de um <strong>convite <\/strong>para agu\u00e7armos nosso <strong>senso cr\u00edtico<\/strong>, buscarmos o <strong>conhecimento <\/strong>por meio de diferentes fontes de informa\u00e7\u00e3o, conhecermos a <strong>hist\u00f3ria <\/strong>do nosso pa\u00eds e as nossas biografias familiares, nos <strong>situarmos no mundo<\/strong>, entendermos as engrenagens sociais e refletirmos sobre nossos papeis e valores de vida. E, se nos permitirem mais um convite, que fa\u00e7amos isso a partir de uma <strong>perspectiva ampla<\/strong>,<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">com espa\u00e7o para a diversidade dos modos de ser e de estar no mundo, para as diferentes possibilidades do existir &#8211; ainda que se diferenciem das nossas escolhas e caracter\u00edsticas pessoais &#8211; e que, por motivo NENHUM, aceitemos a retirada da condi\u00e7\u00e3o humana de qualquer pessoa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>DE TUDO O QUE J\u00c1 SIGNIFICOU A PALAVRA \u201cLOUCO\u201d, QUE NUNCA MAIS DEIXE DE SER GENTE!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Com estas <strong>palavras<\/strong>, finalizamos a disciplina \u201c<strong>Sa\u00fade Mental<\/strong>\u201d e compartilhamos alguns aprendizados e desaprendizados facilitados pelo professor Bernardo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\">Por \u00faltimo, te convidamos pra vir com a gente participar da luta antimanicomial!<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><strong><em>Obs: A disposi\u00e7\u00e3o &#8220;desconfigurada&#8221; dos par\u00e1grafos deste texto \u00e9 proposital, com colunas centralizadas, outras \u00e0 esquerda e \u00e0 direita.  <\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref1\">[1]<\/a> O pronome de tratamento \u201cSeu\u201d expressa um respeito pela pessoa humana, sua dignifica\u00e7\u00e3o como ser humano, pessoa e cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"#_ftnref2\">[2]<\/a> O presente poema possui intencionalmente estrofes progressivas, sem formato padronizado. Uma cr\u00edtica simb\u00f3lica aos padr\u00f5es estabelecidos pela sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.univicosa.com.br\/graduacao\/cursos\/psicologia\">Curtiu e quer saber mais sobre o curso de&nbsp;<strong>Psicologia&nbsp;<\/strong>da&nbsp;<strong>UNIVI\u00c7OSA<\/strong>? Ent\u00e3o acesse o site da Univi\u00e7osa, clique aqui!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/06\/17\/tem-tido-sonhos-esquisitos-saiba-o-motivo\/\">Tem tido sonhos esquisitos? Saiba o motivo!<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/04\/13\/o-isolamento-social-nunca-foi-tao-necessario\/\">O isolamento social nunca foi t\u00e3o necess\u00e1rio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/04\/24\/covid-19-e-a-psicologia-organizacional-mundo-corporativo-trabalho-e-medidas-provisorias\/\">COVID-19 e a Psicologia Organizacional: mundo corporativo, trabalho e medidas provis\u00f3rias<\/a> <\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\"\/>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong>:<br>Artigo \u201cStela do Patroc\u00ednio e a po\u00e9tica da clausura\u201d, de autoria de Tereza Virg\u00ednia de Almeida e Let\u00edcia de Bonfim. Estudos de literatura brasileira contempor\u00e2nea, n. 54, p. 277-295, maio\/ago. 2018. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/10.1590\/2316-40185415\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/10.1590\/2316-40185415<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Document\u00e1rio \u201cHolocausto Brasileiro\u201d, dirigido por Daniela Arbex e Armando Mendz. Dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5eAjshaa-do\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=5eAjshaa-do<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Imagens retiradas do acervo digital dispon\u00edvel no site do Museu do Inconsciente. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.ccms.saude.gov.br\/nisedasilveira\/mostras-virtuais.php\">http:\/\/www.ccms.saude.gov.br\/nisedasilveira\/mostras-virtuais.php<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Textos de autoria de Stela do Patroc\u00ednio dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/www.escritas.org\/pt\/stela-do-patrocinio\">https:\/\/www.escritas.org\/pt\/stela-do-patrocinio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Bernardo Sollar Godoi 18 de maio \u00e9 conhecido como o Dia da Luta Antimanicomial, uma data que carrega consigo a marca da luta pela afirma\u00e7\u00e3o da vida das pessoas com sofrimento ps\u00edquico. Trata-se de um movimento social que busca dar visibilidade e reivindicar diretos para pessoas que tiveram suas hist\u00f3rias marcadas por estigmas, injusti\u00e7as&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"spay_email":""},"categories":[15,39],"tags":[184,185,198,191,196,183,192,51,201,200,207,206,199,197,188,204,205,186,190,92,189,129,194,193,195,187,64,182,203,96,52,50,93,202],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/CAPA-BLOG-antimanicomial.png","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/pbcCKk-ts","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1826"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1826"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1839,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1826\/revisions\/1839"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}