{"id":1432,"date":"2020-09-21T12:12:17","date_gmt":"2020-09-21T15:12:17","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/?p=1432"},"modified":"2021-01-08T09:03:34","modified_gmt":"2021-01-08T12:03:34","slug":"direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/21\/direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka\/","title":{"rendered":"Direito e Arte #NaSuaCasa: O Processo de Franz Kafka"},"content":{"rendered":"\n<p>Por: Jos\u00e9 Bruno Aparecido da Silva<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-attachment-id=\"1433\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/21\/direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka\/direito-e-arte-1-1024x576-2\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2.jpg\" data-orig-size=\"1024,576\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DIREITO-E-ARTE-1-1024&#215;576-2\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-300x169.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-1024x576.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1433\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2.jpg 1024w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-1000x563.jpg 1000w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-2-533x300.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u201cAlgu\u00e9m deve ter\ncaluniado Josef K., pois sem que ele tivesse feito qualquer mal foi detido\ncerta manh\u00e3\u201d. Assim come\u00e7a \u201cO Processo\u201d (2006), escrito por Franz Kafka e\nlan\u00e7ado originalmente em 1925, uma das obras liter\u00e1rias mais importantes do\ns\u00e9culo XX. Desta simples introdu\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel extrair alguns dados\nimportantes. O primeiro vem da rela\u00e7\u00e3o que ela tem com outra obra do autor, \u201cA\nMetamorfose\u201d (1915), aquela que talvez seja a sua obra-prima; ambas come\u00e7am no\nmomento em que seus protagonistas acordam e nas duas este despertar, que traz\nconsigo o elemento surpresa, \u00e9 apenas um prolongamento de um pesadelo, o que \u00e9\nrefor\u00e7ado pelo aspecto on\u00edrico que est\u00e1 presente em praticamente toda a obra de\nfic\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante que\ntamb\u00e9m est\u00e1 presente j\u00e1 nas primeiras linhas \u00e9 o fato de que Josef K., o\nprotagonista, \u00e9 inocente, ao menos perante a justi\u00e7a dos homens. Alguns\nespecialistas na obra de Kafka interpretam o \u201cprocesso\u201d que o personagem\nresponde como uma alegoria da culpa advinda do pecado original. Contudo, o\nponto que interessa \u00e0 presente an\u00e1lise, feita a partir de uma \u00f3tica jur\u00eddica, \u00e9\no fato de que, sendo r\u00e9u, K. sequer sabe do que est\u00e1 sendo acusado, t\u00e3o pouco\nquem \u00e9 o autor da acusa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Suas tentativas de\nchegar \u00e0s inst\u00e2ncias superiores da justi\u00e7a esbarram na burocracia das\ninstitui\u00e7\u00f5es, na m\u00e1 vontade de servidores e na falta de sentido de tudo o que\nele vivencia. Esta falta de sentido se manifesta no car\u00e1ter on\u00edrico que a\nnarrativa adota, o que faz com que o pr\u00f3prio leitor se sinta preso dentro de um\npesadelo, no qual elementos estranhos se juntam criando constru\u00e7\u00f5es bizarras ou\nsurrealistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Kafka eleva tudo \u00e0\nm\u00e1xima pot\u00eancia do absurdo, seu objetivo, no entanto, \u00e9 tratar de temas reais,\ndotados de relev\u00e2ncia social para a \u00e9poca em que o livro foi escrito e para os\ndias de hoje. Em suas obras ele antecipou o mal-estar que facilmente se\nconverte em ang\u00fastia, t\u00e3o caracter\u00edstico da p\u00f3s-modernidade. Pode-se afirmar\nque parte deste mal-estar decorre da pequenez do indiv\u00edduo diante das\ninstitui\u00e7\u00f5es que o governam e regulam.<\/p>\n\n\n\n<p>Josef K. ocupa uma\nfun\u00e7\u00e3o de certo prest\u00edgio social, ele trabalha em um grande banco, no setor de\nfinanciamentos imobili\u00e1rios (fun\u00e7\u00e3o que se assemelha \u00e0 que o pr\u00f3prio Kafka\nexerceu por certo tempo em uma seguradora), ele \u00e9 instru\u00eddo, contudo, nada\ndisso lhe garante acesso ao que busca. Ele continua sendo nada mais que um\nindiv\u00edduo pelejando contra todo um sistema, que ora aparenta ser desorganizado,\nora parece ser deste modo justamente para impedir o acesso daqueles que lhe s\u00e3o\nindesejados.<\/p>\n\n\n\n<ul data-carousel-extra='{\"blog_id\":1,\"permalink\":\"https:\\\/\\\/blog.univicosa.com.br\\\/index.php\\\/2020\\\/09\\\/21\\\/direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka\\\/\"}' class=\"wp-block-gallery columns-0 is-cropped\"><\/ul>\n\n\n\n<p>No absurdo descrito na\npassagem abaixo fica claro o tom da cr\u00edtica feita por Kafka ao judici\u00e1rio de\nseu tempo, nela pode-se observar a supress\u00e3o de v\u00e1rios princ\u00edpios fundamentais\npara a efetividade da justi\u00e7a como valor, dentre eles o princ\u00edpio da\npublicidade, da ampla defesa, do contradit\u00f3rio e da imparcialidade e\nimpessoalidade do juiz:<\/p>\n\n\n\n<p>O acusado n\u00e3o\npodia olhar os expedientes, e era muito dif\u00edcil estabelecer pelos\ninterrogat\u00f3rios o que haveria assentado nas atas, dificuldade esta ainda maior\npara os acusados que se encontravam distra\u00eddos e perturbados por toda a esp\u00e9cie\nde precau\u00e7\u00f5es. E ali era que intervinha a defesa. Em geral, n\u00e3o se permitia aos\ndefensores assistir aos interrogat\u00f3rios, mas depois destes, e possivelmente no\nmomento mesmo de sair o acusado da sala de sess\u00f5es, tinham de abord\u00e1-lo para\ninteirar-se por este meio do assunto, meio de informa\u00e7\u00e3o as mais das vezes\nmuito confuso para a defesa. Mas n\u00e3o era isso o mais importante, pois n\u00e3o era\nmuito o que se podia saber deste modo [&#8230;]. O decisivo, o que tinha verdadeiro\nvalor, eram unicamente as rela\u00e7\u00f5es pessoais, especialmente com funcion\u00e1rios\nsuperiores, com o que, certamente, o advogado entendia referir-se apenas aos\nfuncion\u00e1rios da hierarquia inferior; ningu\u00e9m sen\u00e3o eles podiam influir no curso\ndo processo, se bem que a princ\u00edpio apenas de um modo impercept\u00edvel, mas depois\nde maneira cada vez mais clara.<\/p>\n\n\n\n<div data-carousel-extra='{\"blog_id\":1,\"permalink\":\"https:\\\/\\\/blog.univicosa.com.br\\\/index.php\\\/2020\\\/09\\\/21\\\/direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka\\\/\"}' class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter is-resized\"><img data-attachment-id=\"1435\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/21\/direito-e-arte-nasuacasa-o-processo-de-franz-kafka\/359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624.jpg\" data-orig-size=\"208,243\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624.jpg\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/359da8aaf910a7be1368bab4edc7efb2142ca624.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1435\" width=\"273\" height=\"319\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Em outra passagem, Kafka\ndescreve a sala de espera dos advogados, um lugar estreito, baixo, cuja \u00fanica\nentrada de luz era tamb\u00e9m por onde entrava uma fuma\u00e7a repleta de fuligem. A\nsala ainda tinha, h\u00e1 mais de um ano, um buraco no seu piso, por onde poderia\npassar uma perna. As m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es, de acordo com o pr\u00f3prio narrador, visava\nprejudicar a defesa dos acusados. Neste ponto, nota-se que a precariedade n\u00e3o\nera um fruto da m\u00e1 organiza\u00e7\u00e3o, mas parte de um plano maior, que tornava a\njusti\u00e7a mais poderosa quanto mais inacess\u00edvel fosse. A consolida\u00e7\u00e3o deste poder\npode ser percebida nesta outra passagem:<\/p>\n\n\n\n<p>Era necess\u00e1rio\nprocurar compreender que esse grande organismo de justi\u00e7a era de certo modo\neterno em suas flutua\u00e7\u00f5es, que se algu\u00e9m pretendia mudar nele alguma coisa era\ncomo tirar-se ele pr\u00f3prio o solo de sob os seus p\u00e9s e que ele mesmo \u00e9 que se\nprecipitava n\u00e3o queda enquanto o grande organismo, vendo-se apenas muito\nligeiramente afetado por isso, conseguiria facilmente uma pe\u00e7a de reposi\u00e7\u00e3o\n(sempre dentro de seu mesmo sistema) e permaneceria imut\u00e1vel se n\u00e3o acontecia\nque &#8211; e isso era at\u00e9 o mais veross\u00edmil &#8211; se tornava ainda mais fechado, ainda\nmais atento a tudo quanto acontecia, ainda mais severo, ainda pior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro momento da\nobra, um de grande import\u00e2ncia, um personagem a quem K. pede ajuda lhe conta a\nhist\u00f3ria de um campon\u00eas, que ao tentar ingressar na justi\u00e7a se depara um guarda\nem uma das portas de acesso, esta \u00e9 apenas a primeira de v\u00e1rias portas e o\nguarda \u00e9 o mais fraco dentre todos que vigiam cada uma delas. O campon\u00eas, que\naguarda uma autoriza\u00e7\u00e3o de entrada, permanece por anos diante da porta, ele\nenvelhece e em seu leito de morte o guarda, ao explica-lo porque durante tanto\ntempo mais ningu\u00e9m tentou passar por aquela porta, lhe informa que aquela passagem\nfora feita para ele e que, sem mais raz\u00e3o de ser, ela finalmente seria fechada.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta breve est\u00f3ria\npode-se notar a cr\u00edtica \u00e0 morosidade da justi\u00e7a e, al\u00e9m disso, o autor,\nnovamente elevando a situa\u00e7\u00e3o ao extremo do absurdo, aponta para a hip\u00f3tese de\nque a justi\u00e7a, desapegada da busca pelo justo como valor, se torna mero\ninstrumento para impedir o acesso dos mais vulner\u00e1veis \u00e0s inst\u00e2ncias de poder.\nResguardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, ambas as cr\u00edticas podem ser transpostas\npara o nosso tempo. Deste modo, o livro propicia a reflex\u00e3o sobre os efeitos\ndos processos que perduram para al\u00e9m da vida das partes interessadas e sobre a\nseletividade da justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de figurar\ndentre os grandes nomes da literatura mundial, Kafka nunca se viu desta forma,\nextremamente cr\u00edtico e exigente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pr\u00f3pria escrita, ele chegou a\nentregar manuscritos de obras n\u00e3o terminadas a Max Brod, um de seus melhores\namigos, solicitando-o posteriormente que as destru\u00edsse. Brod felizmente n\u00e3o o\nfez, ap\u00f3s a morte de Kafka ele reeditou estes manuscritos e os publicou, dentre\ntais obras estava \u201cO Castelo\u201d (2008), outro cl\u00e1ssico. O Processo, apesar de\ntamb\u00e9m ter sido lan\u00e7ado postumamente esteve entre as obras prediletas do autor,\nque faleceu antes de ter dado a ela o desfecho que considerava mais adequado.\nDeste modo, o final aberto presente na vers\u00e3o publicada n\u00e3o foi considerado\ndefinitivo por Kafka, mas isso em nada diminui a genialidade e import\u00e2ncia da\nobra. <\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>KAFKA,\nFranz. <strong>A metamorfose seguido de O\nveredito<\/strong>. Porto Alegre: L&amp;PM, 2007. <\/p>\n\n\n\n<p>KAFKA,\nFranz. O castelo. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>KAFKA,\nFranz. <strong>O processo<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Martin\nClaret, 2006. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Jos\u00e9 Bruno Aparecido da Silva \u201cAlgu\u00e9m deve ter caluniado Josef K., pois sem que ele tivesse feito qualquer mal foi detido certa manh\u00e3\u201d. 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