{"id":1412,"date":"2020-09-02T11:06:15","date_gmt":"2020-09-02T14:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/?p=1412"},"modified":"2021-01-08T09:03:55","modified_gmt":"2021-01-08T12:03:55","slug":"o-projeto-direito-arte-nasuacasa-traz-reflexoes-e-opinioes-previas-sobre-o-livro-o-ultimo-dia-de-um-condenado-de-victor-hugo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/02\/o-projeto-direito-arte-nasuacasa-traz-reflexoes-e-opinioes-previas-sobre-o-livro-o-ultimo-dia-de-um-condenado-de-victor-hugo\/","title":{"rendered":"O projeto Direito &#038; Arte #NaSuaCasa traz reflex\u00f5es e opini\u00f5es pr\u00e9vias sobre o livro \u201cO \u00faltimo dia de um condenado\u201d, de Victor Hugo"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-attachment-id=\"1413\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/02\/o-projeto-direito-arte-nasuacasa-traz-reflexoes-e-opinioes-previas-sobre-o-livro-o-ultimo-dia-de-um-condenado-de-victor-hugo\/direito-e-arte-1-1024x576\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576.jpg\" data-orig-size=\"1024,576\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DIREITO-E-ARTE-1-1024&#215;576\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-300x169.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-1024x576.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1413\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-300x169.jpg 300w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-768x432.jpg 768w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-1000x563.jpg 1000w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/DIREITO-E-ARTE-1-1024x576-533x300.jpg 533w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption> S\u00e9rie produzida por alunos do 8\u00ba per\u00edodo do curso de Direito da Univi\u00e7osa, Jos\u00e9 Bruno Aparecida da Silva e Diego de Castro, e orientada pelas docentes \u00c2ngela Barbosa Franco e Maria Antonieta Rigueira. <\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Victor Marie Hugo,\nromancista, poeta, dramaturgo, ensa\u00edsta, artista, estadista e acima de tudo,\nhumanista e ativista dos direitos humanos, nasceu em Besan\u00e7on, na Fran\u00e7a, em 25\nde fevereiro de 1802 e morreu em Paris, no dia 22 de maio de 1885. Tem v\u00e1rios\nromances publicados, dentre eles, o mais famoso Os miser\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo dia de um\ncondenado foi publicado em 1828, quando o escritor tinha apenas 27 anos de\nidade. O livro representa uma das principais bandeiras levantadas por Victor\nHugo ao longo de sua vida: a defesa ferrenha da aboli\u00e7\u00e3o da pena de morte. A\nnarrativa \u00e9 uma verdadeira ode contra tal pr\u00e1tica, demonstrando que recha\u00e7a-la\n\u00e9 uma quest\u00e3o de princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img data-attachment-id=\"1414\" data-permalink=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/index.php\/2020\/09\/02\/o-projeto-direito-arte-nasuacasa-traz-reflexoes-e-opinioes-previas-sobre-o-livro-o-ultimo-dia-de-um-condenado-de-victor-hugo\/51fczh7xhsl-_sy344_bo1204203200_ql70_ml2_\/\" data-orig-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg\" data-orig-size=\"234,346\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_\" data-image-description=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_-203x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg\" loading=\"lazy\" width=\"234\" height=\"346\" src=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1414\" srcset=\"https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_.jpg 234w, https:\/\/blog.univicosa.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/51FCzh7XHSL._SY344_BO1204203200_QL70_ML2_-203x300.jpg 203w\" sizes=\"(max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><figcaption>Livro: O \u00daltimo dia de um Condenado, de Victor Hugo 3\u00aaED.(2010) <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Logo no in\u00edcio do\ntexto, Victor Hugo lan\u00e7a uma d\u00favida aos leitores: este livro realmente foi\nescrito por ele ou ele teve acesso aos manuscritos de um di\u00e1rio escrito por um\ncondenado \u00e0 morte? Esta quest\u00e3o vai acompanhar os leitores at\u00e9 o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanha-se o percurso\nfinal (as seis \u00faltimas semanas) de um homem condenado \u00e0 pena capital, desde o\nseu julgamento no Tribunal, at\u00e9 o p\u00e9 do cadafalso, onde ser\u00e1 executado pela\nguilhotina, com enfoque em seu \u00faltimo dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Interessante que Victor\nHugo n\u00e3o revela a identidade do condenado, nem o crime por ele cometido, muito\nmenos as motiva\u00e7\u00f5es da senten\u00e7a que culminou na aplica\u00e7\u00e3o da pena capital. Ele\ndeixa pistas que se trata de um delito grave e que o Sentenciado dele n\u00e3o se\narrepende. A narrativa n\u00e3o apela ao sentimentalismo, j\u00e1 que n\u00e3o mostra uma\nhist\u00f3ria de vida triste e sofrida, muito menos tenta convencer o leitor da\ninoc\u00eancia do condenado. O foco \u00e9 a tortura ps\u00edquica e emocional impingida ao\nCondenado, uma verdadeira morte em vida, representada pela espera da execu\u00e7\u00e3o\ndo castigo fatal.<\/p>\n\n\n\n<p>O que Victor Hugo quer\ndemonstrar com O \u00faltimo dia de um condenado \u00e9 que, independentemente do crime\ncometido e de suas circunst\u00e2ncias, a rejei\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de morte \u00e9, acima de tudo,\numa postura humanista universal. Al\u00e9m do mais, coloca a quest\u00e3o como um\nproblema \u00e9tico, n\u00e3o apenas jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, ao menos no\nplano jur\u00eddico, aboliu h\u00e1 tempos a pena de morte, registrando a \u00faltima execu\u00e7\u00e3o\n\u00e0 pena capital em 1885, no caso Motta Coqueiro, que acabou por entrar para a\nhist\u00f3ria como um dos mais famosos equ\u00edvocos judicias j\u00e1 ocorridos. Apesar da\nexpressa veda\u00e7\u00e3o constitucional, algumas vozes se levantam, principalmente em\nmomentos de aumento da criminalidade violenta, para defender a morte\ninstitucionalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Passados quase duzentos\nanos da sua publica\u00e7\u00e3o, o livro ainda se reveste de atualidade porque muitos\npa\u00edses ainda n\u00e3o aboliram a pena capital, dentre eles, a China e os EUA. Entretanto,\nneste \u00faltimo, atingiu seu pico de impopularidade em 2015, devido aos in\u00fameros\nerros judici\u00e1rios que levaram \u00e0 morte centenas de inocentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda hoje, O\n\u00faltimo dia de um condenado \u00e9 uma leitura essencial e tem muito a nos ensinar.\nEla nos mostra o qu\u00e3o longo ainda \u00e9 o caminho para o avan\u00e7o civilizat\u00f3rio e o\nquanto a pena de morte representa uma contradi\u00e7\u00e3o em seus pr\u00f3prios termos, j\u00e1\nque o Estado se torna o assassino que ele pretende punir.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta tem\u00e1tica, leia-se\ntamb\u00e9m Vigiar e punir, de Michel Foucault, um livro imprescind\u00edvel para aqueles\nque querem compreender a hist\u00f3ria dos castigos, desde as penas exclusivamente\ncorporais, at\u00e9 os sofisticados mecanismos de aprisionamento de pessoas da\nmodernidade e p\u00f3s-modernidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refer\u00eancias\nbibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>FOUCAULT, Michel. <strong>Vigiar e Punir: nascimento da pris\u00e3o<\/strong>.\nTradu\u00e7\u00e3o: Raquel Ramalhete. 29 ed. Petrop\u00f3lis:Vozes, 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>HUGO, Victor. <strong>O \u00faltimo dia de um condenado<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o\nJoana Canedo. S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Victor Marie Hugo, romancista, poeta, dramaturgo, ensa\u00edsta, artista, estadista e acima de tudo, humanista e ativista dos direitos humanos, nasceu em Besan\u00e7on, na Fran\u00e7a, em 25 de fevereiro de 1802 e morreu em Paris, no dia 22 de maio de 1885. Tem v\u00e1rios romances publicados, dentre eles, o mais famoso Os miser\u00e1veis. 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